Adentramos na sala. Vimos mais dois episódios do filme Paris, Jet’ Aime (Paris, eu te amo!). Assistimos à aula que teve o tema “Resenha”. A turma debateu sobre o filme. Eu falei, pois Thayse nem abria a boca. Só fazia gestos faciais. Passou à hora. Tivemos uma pausa de 15 minutos. Voltamos à sala de aula. Acompanhamos o resto do encontro.Fomos para o ponto de ônibus. Demoraram uns cinco minutos, e lá vinha ele, o coletivo 555. Entramos normalmente. Fomos sentar lá atrás. Dentro do ônibus tinha umas vinte pessoas. No corredor de cadeiras ao nosso lado, um homem estranho que não parava de nos encarar. Olhava e desviava. Eu percebi rápido. Thayse não. Tentei avisá-la escrevendo no caderno, mas com o balançar do ônibus e com ela me atrapalhando, propositalmente, não consegui passar a informação. Depois, falando muito baixo, disse alertando-a que o estranho estava a olhar para nós. Ela passou a ver que era verdade. Thayse ficou nervosa e começou a se irritar com o homem. Ela falava que se ele olhasse demais, ia perguntar qual era a atração. Chegamos num bairro – que não sei o nome- e a pessoa mal encarada desceu. Um alívio. Não era nenhum maníaco.
Quando o estranho desceu, pensamos que todo o pavor tinha ido embora com ele. Mas o motorista, “folgado” ou sonolento, parou o ônibus e ficamos bem 5 minutos parados. Não entendíamos nada. Estávamos ficando impaciente. Ele ligou o ônibus e continuou o itinerário. Chegou a outro bairro, e o motorista estacionou, novamente, e foi tirar um cochilo. “Explodimos de raiva”. Demorou mais uns minutos, o cobrador dormindo em serviço e nós rindo, mesmo estando naquela situação. O condutor ligou o ônibus e continuamos a vinda para casa. Pensamos que, depois de dois cochilos, o motorista não ia pausar mais uma vez no meio do caminho. Nem devíamos ter pensado nisso, fomos frustrados. No centro da cidade, ele parou o ônibus e foi descansar. A fúria, mais uma vez, ficou ao nosso lado no ônibus. Queríamos perguntar o que estava acontecendo, mas lá se sabe qual seria a reação daquele estressante motorista!
Em outro ponto de ônibus no centro da cidade, entraram umas 10 pessoas no coletivo. Dessa vez, ele ficou mais atento e realizou o trabalho do jeito que tem que ser: com atenção e respeito aos passageiros.
Quando chegou ao seu bairro, Thayse desceu e eu, um pouco mais a frente, me despedi daquele ônibus!
1 comentários:
Dando gRaças A deus!
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