


Está chegando à época mais almejada por muitos nordestinos. Alguns com tanta ansiedade para faturar uma renda a mais, outros, para mexer o corpo ao som do forró e todos pelas festas do mês junho.
A tradição de degustar as deliciosas comidas típicas é imensa ao paladar.
E todos os pratos são listados no pensamento: buchada, feijoada, pamonha, canjica, bolo de milho, o próprio cozinhado ou assado é indispensável para a presença autêntica de todos os alimentos da festa de São João.
As quadrilhas juninas em busca de deixar tudo perfeito e encantado os olhos e o coração do público começa os ensaios, há quase sete meses antes da surpreendente apresentação em público, que chega a ser, em algumas ocasiões, centenas de pessoas de olhos atentos a emoção de cada dançarino.
O colorido passa o entusiasmo de cada uma. Os temas são os mais diversos. Porque elas não são apenas quadrilhas juninas, são instrutoras de vários assuntos.
O São João para muitos é sinônimo de dançar forró e comer milho. Para outros, trabalho na certa. Que diga os policiais plantonistas nas badaladas festas promovidas por cada cidade desse nordeste, fiel aos eventos juninos. Os médicos lá também estão para cuidar de quem não teve cautela nas doses e sem falar nos barraqueiros, que veem as festas de Santo Antônio, São João e São Pedro como uma oportunidade tanto de para vender comidas e bebidas típicas ou artesanato com cara do nordeste, que a agrada quem ver aquelas obras de arte, sem falar também na arte da culinária.
E há quem espere com muita ansiedade a época para “desencalhar”. Daí, o trabalho fica para Santo Antônio, que corre o risco de ter sua imagem de cabeça para baixo num copo com água ou ficar de castigo, se não tiver dado conta do serviço. Mas, também tem que o ajude. Na Paraíba, a cidade de Fagundes é a proprietária da “Pedra de Santo Antônio”, o motivo do nome?... É porque muitos solteiros vão à cidade para passar por debaixo da grande pedra acreditando que conseguido fazer a passagem terá êxito nos relacionamentos ou até mesmo encontrará um novo amor.
A maior parte da economia da cidade de Campina Grande é movimentada no mês de junho, pois, a cidade promove o maior “São João do mundo” devido à duração da festa que é de 31 dias de muito forró. Onde artistas regionais e de renome nacional fazem todos puxar um par e dançar a noite inteira. Turistas lotam os hoteis e aproveitam cada momento no município. E quando não existia essa grande festa, Campina Grande não comemorava a época? Antes do evento ser criado, claro que já se dançava forró e se comemorava o São João em Campina Grande. As festas de São João, Santo Antônio e São Pedro eram comemoradas com animação entre familiares e amigos convidados para as festas particulares, em volta de grandes fogueiras.
Fogueiras, pequenas barracas, a família reunida, na frente de casa, e no som o forró tocando. É dessa forma que muitas pessoas ainda festejam o São João cidade, essa forma mais reservada é escolhida por quem prefere fugir do grande movimento de pessoas do “Maior São João do mundo”, que o nome já fala tudo.
Sem dúvida, o nordeste é rico por esses costumes, por essa alegria, por essa criatividade e a grande facilidade de fazer quem veio uma vez retornar outras mais... Porque a cada ano fica melhor!